NÃO INVENTE MODA: DESIGN DE SAPATO PODE SER MAIS COMPLICADO DO QUE VOCÊ IMAGINA







Este foi um dos primeiros trabalhos desenvolvidos para Metodologia do Projeto I no curso de Design do Produto da PUCPR. O foco principal era a metodologia, porém professores tem que separar o que é metodologia com falta de experiência. 

Nesta proposta foi nos dado para cada grupo desenvolver um sapato para um público a ser pesquisado, sendo sorteado um país para definirmos um público-alvo. Nós ficamos com a Armênia.

Primeiramente a pesquisa, através de uma motherboard no velho e clássico recorte de figurinhas para compor o painel semântico contando a história do país. Com as principais informações colhidas era hora de aprofundar a pesquisa e definir quem seria o público. Depois de muita pesquisa viu-se que a população da Armênia era composta por grande maioria feminina, então decidimos nos arriscar neste universo. Nosso conceito foi baseado numa raridade encontrada na internet. Sim! A internet tem tanta informação e também quando se precisa saber de algo mais específico não tem nada, especialmente coisas que surgiram antes da internet. Lá estava, um sapato típico armênio que foi esquecido pela população daquele país. Era um conceito bem interessante para se trabalhar. 


Eis a raridade, mocassim típico da Armênia.



O site que encontramos essa foto nem existe mais e talvez sejamos o único banco de imagens que contém a foto desse artefato.

Pois, bem. Desenvolvemos nosso sapato em cima desse objeto para mulheres.Vários conceitos, vários sketches, várias discussões com as professoras, chegamos numa forma que atendeu os requisitos necessários dentro da metodologia do design. 

Nossa inabilidade inicial de modelar e fazer um simples mockup era nossa maior desvantagem. Afinal estávamos lá para aprender. Não conhecíamos os "caminhos das pedras". Nos foi dado a dica de fazermos o solado do sapato com espuma rígida de poliuretano conhecido como P.U. Fomos atrás desse material milagroso que poderia nos ajudar a fazer o sapato...e ferrou! O negócio era difícil de encontrar, procuramos pela cidade inteira e na internet e nada, e quando encontramos estava bem na nossa cara. Tinha um lugar no bloco verde  na PUCPR que vendia blocos de P.U. de todos os tamanhos. A empresa Putz (era esse nome mesmo hehehe) vendia, mas não cabia em nosso orçamento. Na época R$ 60,00 pila por um bloquinho de P.U. para modelar já era caro, imagine agora. (Infelizmente a empresa Putz sumiu do mercado).

Ai entra a criatividade quando não se tem recursos. Não tínhamos com conformar o sapato para modelar o tecido, então primeiramente providenciamos um pé de gesso. Feito de forma artesanal tiramos o modelo de um pé feminino. Depois foi só dar forma com o tecido
para ver no que ia dar. Mas faltava uma coisa, um solado. Ai desmontei um salto plataforma velho e coloquei no nosso projeto. Sim, ele era perfeito com o projeto, porém ele não era da mesma forma e altura do que havíamos rafiado. Sem tempo para achar outra solução foi aquele solado mesmo, apenas um par, e para piorar deu uns problemas na plataforma que nos obrigou a pintar de marrom. Não tinha solução foi assim mesmo.

Depois de muitas pesquisas e trabalho intenso no mockup chegou o grande dia de mostrar o nosso trabalho, a concepção de um sapato específico para a Armênia. Este trabalho como eu disse foi muito conturbado, pois nosso modelo não ficou exatamente o que realmente do jeito que queríamos, mas como estamos no começo do curso não poderiam cobrar a perfeição, e mesmo assim, considero como um excelente trabalho apesar de tudo, mas que acabou sendo desconsiderado algumas questões e ficamos com uma nota digamos pífia, valeu pelo empenho, dedicação e esforço que fizemos para conceber o sapato em menos de um mês . Não tínhamos tempo de sobra, e mesmo assim o trabalho conseguiu superar a muitos outros trabalhos apresentados, visualmente acabamos ficando entre os melhores modelos feitos pela turma. Até porque fomos os únicos a criar uma embalagem para o produto ( hehehe ideia minha de novo!!!)
















FOTOS DO STAND NO DIA DA APRESENTAÇÃO












Um comentário:

  1. uhmmm..é verdade roger..a professora marcia desconsiderou o esforço e envolvimento de grupo no projeto..achei a nota muito injusta...
    ma agora já era..passamo..heheh

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