FATOR BOT: COMO A CRIATIVIDADE VAI DEIXAR QUE OS ROBÔS FAÇAM TODO NOSSO TRABALHO

A ideia radical que os robôs desempenhem nosso trabalho faz com que mudemos o atual modelo econômico deixando de ser baseado na produtividade para a criatividade


Não se surpreenda quando surgirem ideias estranhas ou modelos econômicos surgindo completamente diferentes do que nós conhecemos tentando coexistir num mesmo sistema e criando uma nova realidade. Pode parecer estranho, mas os átomos e elétrons são antagônicos e por causa desses choques modificam suas estruturas para sempre, assim anda os modelos econômicos, as tecnologias e os empregos.



Cada vez mais as condições de trabalho está sofrendo com excesso de atributos ao trabalhador que não valem mais nada se for procurar um bom emprego. Não basta ter graduação, mestrado, cursos adicionais, experiências, tudo isso torna-se frugal,  pois a relativização da carreira profissional está nos direcionando que vale mais a pena "ser feliz" do que seguir uma carreira usual. As empresas transformam cada vez mais as pessoas em "peças" para manter a máquina funcionando do que efetivamente explorando o potencial e inteligencia que cada ser humano para realizar a transformação no mundo.



Pode ser observado inda como uma ideia ingênua, incipiente, mas é uma tendência observada nos movimentos e sinais que vem ocorrendo no impacto emocional que as pessoas vem sofrendo em suas vidas. As pessoas estão indo trabalhar cada vez mais atrás de maiores salários,mas cada vez mais infeliz. O dinheiro não compensa a infelicidade que desempenha no seu trabalho, pois o fardo é maior que o propósito de vida. 



As injustiças que acontecem no mundo não devemos acusar e responsabilizar que a Nova Economia esteja destruindo os sistemas bem sucedidos de geração de emprego e riqueza e organização social, ou que o modelo tradicional trouxe melhoras substancial na geração de empregos. Sabemos que a sociedade nunca foi nenhum paraíso, mas pela primeira vez na humanidade vivemos em uma sociedade em uma Grande Rede, gostando ou não, isso impactará a forma de que teremos que conviver com esse choque de modelos.



Em alguns países esse modelo parece ganhar força, através de governos, investidores e formadores de opinião dando cada vez mais espaço ao assunto. Devemos observar que ao invés de considerar a automação de atividades como uma ameaça, deveríamos vislumbrar como uma grande oportunidade para transformar completamente a sociedade.

A ideia que robôs trabalhem no lugar de pessoas, precisa de uma contrapartida seja adotada: uma Renda Mínima Universal (Universal Basic Income). Os robôs são uma realidade em todos os países e não param de chegar. Isso é um caminho sem volta! No quadro abaixo, a atual participação de robôs sobre trabalhadores na produção industrial, mas também observamos que os países em desenvolvimento são mais ameaçados pela automação, pois suas economias dependem muito de atividades operacionais, porém os impactos são vistos em todas as regiões; por exemplo em Nova York, 40,7% dos empregos já são considerados em extinção.



O impactado pelo corte de empregos devem atingir todos os setores. Estima-se que a agricultura cortará, 97% das vagas, 79% dos caminhoneiros ficarão sem empregos, já os veículos autônomos como do Google e Tesla estão em ritmo acelerado de desenvolvimento. Na Suíça, estão planejando construir túneis  para transferir o transporte de cargas tudo para baixo da superfície levando diretamente as mercadorias aos principais centros comerciais, sem a necessidade de pessoas para essa operação.

Em alguns países como a Suíça, foi discutido se a população concordaria com adoção da Renda Mínima Universal. Embora, outros países como Holanda, Quênia e Finlândia ainda estarem avaliando, a ideia vem crescendo, como vem ocorrendo parcialmente no Namíbia com resultados positivos, com a redução da criminalidade, da pobreza, e de crianças subnutridas, e crescimento de renda geral do país, em consequência de maior circulação de moeda.

Outro lugar é nos Estados Unidos, no estado do Alasca onde possuí um sistema de distribuição de dividendos e fundos de investimento que aumentou o nível de emprego decorrente do consumo gerado, aumentando a poupança, e a população não considera que esteja trabalhando menos por causa dos Fundos Permanentes de Dividendos.



Que impactos a automação terá sobre a  Renda Mínima Universal?



Pela primeira vez essa ideia parece estar ganhando espaço sem ideologias políticas onde dar um mínimo de dinheiro para as pessoas viverem com dignidade está trazendo resultados positivos em contrapartida ao impacto negativo da automação, criando um novo modelo de sociedade mais igualitária que já havia sido idealizado pelos Atenienses na Grécia Antiga. 

Porque não imaginar um mundo onde máquinas resolvem nosso problemas de trabalho e liberam as pessoas a dedicarem aos projetos de uma sociedade mais justa? Porque somos doentiamente apegados ao trabalho? Ou porque dependemos dele para sempre? Não teríamos agora chance de dedicarmos às artes, filosofia, desenvolvimento do auto conhecimento, à promoção de uma fraternidade mais justa, igualitária, menos competitiva, obcecada e intolerante?

A Renda Universal Mínima (RUM) - para ficar mais fácil - é um conceito que proporciona muitas discussões. Primeiro, serviços operacionais naturalmente já vem sofrendo processo de robotização. Nada muito diferente do que você já tenha ouvido falar, pois a capacidade de automação supera muito o esforço humano e isso é inevitável. Então como suprir a necessidades humanas se o trabalho humano é substituível? Ai entra o o conceito de RUM. Se as máquinas produzem mais rápido e melhor que centenas de pessoas, porque elas não podem proporcionar valor a cada cidadão com uma renda mínima?

Outra questão que é levado em conta é o conceito psicológico que essa ação pode produzir em nosso cérebro. Alguns especialistas consideram que as pessoas não terão vontade de realizar e desenvolver novas atividades porque elas já são asseguradas com uma fonte de recursos segura, e portanto, a grande maioria viverão uma vida medíocre sem desenvolver ou desempenhar qualquer papel na sociedade - como vagabundos.

Por outro lado, vemos que assegurado as necessidades básicas do indivíduo, porque ele não vai utilizar seu potencial em prol de ajudar em questões mais relevantes que beneficiem a todos? Afinal as pessoas correm atrás do trabalho para ter fonte de renda e sobreviver sobre o modelo de consumo baseado na geração de valor que cada um produz. Portanto, por mais que existam pessoas digamos sedentárias intelectualmente, vamos utilizar o poder de processamento de nossos cérebros para acelerar nossa compreensão sobre o universo e sobre nosso modo de vida e criar um futuro novo para humanidade.

Sim, você está se perguntando agora, tá mas como isso vai acontecer? Simples, cada pessoa é um super computador gerando conhecimento através de suas percepções e conhecimentos. Cada vez que um indivíduo é exposto a uma situação, seja um função, um trabalho, a idiossincrasia, produz um novo resultado a cada indivíduo, gerando novos conhecimentos, avançando sobre as tecnologias e gerando inovação.

Se as pessoas tem suas necessidades atendidas, as pessoas vão buscar novos propósitos de vida, e ao invés de se ocuparem suas mentes com problemas triviais do cotidiano como sustentar-se e manter sua sobrevivência, as pessoas vão poder dedicar-se melhor e com mais empenho a atividades que dão prazer, gerem frutos e gerem novas formas de valor.

Parece utópico que a RUM possa efetivamente dar certo, mas elas vai coexistir com outros modelos econômicos e de negócios. Não sabemos se uma vai sobrepor a outra, o que é certo é que esse modelo pode impactar significativamente em áreas que a séculos não avançamos como segurança, transporte, educação.

Inclusive de todas as áreas que houve avanços tecnológicos a educação ainda é a unica que não sofreu processo radical. Somos ensinado no modelo de produção em massas para atender as fábricas que hoje são ocupadas por robôs automatizados.

A automação vai acabar com uma série de empregos desde industriais, manufatura, e comunicação. O telemarketing, por exemplo, deixarão de existir daqui alguns anos, assim como redatores jornalistas já não são áreas relevantes, pois softwares desempenham o papel humano escrevendo séries, filmes, notícias tudo isso sem intervenção humana.

O "trabalho" no futuro está baseado na capacidade de criação. Isso me faz pensar num professor de filosofia, Haroldo de Paula que sempre afirmou que o mundo sempre foi baseado em apenas três grandes modelos: A Religião, A Filosofia e a Ciência. Contudo a Arte possivelmente estará substituindo a Ciência e seus Avanços Tecnológicos, porém diferente dos outros três modelos a Arte é a única que pode coexistir com as três sem questionar uma outra. Pois quando surgiu a Religião, o ser humano tinha necessidade de compreender sua realidade e então criou a Religião como meio de explicar o mundo. Já a Filosofia veio questionar a explicação do mundo através de evidências de compreensão de como a realidade é formada, e então a Ciência surgiu como forma de contrapor a Filosofia para explicar a realidade deve ser baseada no fato, no ato concreto, porém nenhuma delas conseguir coexistir sem tentar anular uma a outra. Porém a Arte é a única que pode ver a realidade na perspectiva de todos os ângulos.


Portanto, o futuro será baseado na arte, na criação, na criatividade, na compreensão de que as pessoas devem ser uma fonte de inspiração para criar e gerar novos conceitos.
A Renda Universal Mínima por gerar novos problemas, mas não existe modelo perfeito, e seus impactos serão muito menores do que os benefícios que podem ser proporcionados. Cabe saber se esse conceito definitivamente vai sobrepujar a Arte como modelo dominante.

Se é para pensar um novo caminho, e superar os paradoxos em que estamos vivendo, porque não pensar fora da caixa?



O que isso isso impactará no design?

Se no futuro o modelo de RUM for adotado isso vai impactar diretamente no design e na forma como a conhecemos. O design se tornará base para o desenvolvimento desse novo modelo de mundo onde o conhecimento e a criação deverão ser os novos motores da economia.


Sabemos que o design por formação tem um flerte com a arte e engenharia, combinando diferentes áreas para criar algo único, inovador. O Pensamento do Design (Design Thinking) vai se tornar a base da educação e todos serão designers de pensamento.


"Se todas as mentes estiverem livres para criar todos serão designers."


Isso pode corroborar para que no futuro a profissão do designer se extingua de alguma forma, ou então torne algo maior nesse novo modelo. O fato é que a capacidade humana será cada vez mais valorizada, e a criação é a forma de expressão entre a arte e a técnica, a engenharia e a produção, a psicologia e a comunicação e não será somente a profissão de design que vai sofrer esses novos paradigmas. Tudo é um ciclo que cria rupturas e lançam novas oportunidades. Temos que estar atentos o que está acontecendo e que caminhos o futuro pode nos levar para entender os sinais que esses novos conceitos e modelos econômicos podem impactar significativamente em nossas vidas.



FONTE Adaptada: Administradores
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