DISCUSSÃO: FIM DO MUNDO COM CLÁUDIO THIELE E CONVIDADOS & YUP DESIGN BRANDING COM FABIANA ZIMMERMANN - CHARNEIRA 2012



A Charneira 2012 Fim do Mundo? Traz um questionamento reflexivo da profissão e da passagem de universidade para o então mercado de trabalho. Como devemos nos posicionar perante o mercado e quais as oportunidades que podem ser exploradas 


A abertura da Charneira 2012 que  iniciou-se as 19h com um debate a respeito da postura do design tendo como mediador Cláudio Thiele  professor de semiologia e semiótica pela PUC-PR e os convidados Haroldo de Paula, professor de filosofia da PUC-PR  e o ex-aluno Gustavo Ravaglio que formou-se em  Desenho Industrial com habilitação em Projeto do Produto em 2006 e atua como designer gráfico. 


DEBATE  - FIM DO MUNDO

Cláudio Thiele inicia o debate fazendo um retrospectiva do evento: " Eu estava apresentando a primeira Charneira em 2002 e estou de volta após 10 anos depois, para comentar de volta as mesmas questões que ainda são pertinentes para a nossa profissão, a nossa ligação  do design com a sociedade, o que ou outros  sabem sobre nossa profissão e o que até hoje temos os mesmos problemas". - comenta.  

Na sua visão o  design ainda é debatido como uma visão de fora , citando as declarações de Haroldo de Paula, que esse entendimento de design puro no qual queremos e  que os outros não compreendem  de nossa profissão é cercada de problemas já que o design se confunde com a arte. Levanta também questão de regulamentação da profissão do design , e o design tornou-se algo supérfluo, onde parafraseou de Paula, com o seguintes dizeres:"  Precisamos conhecer design e fazer com que não deixe que os outros digam o que é design". Ainda criticou a atuação da repercussão da Bienal Brasileira de Design, ocorrida em Curitiba em 2010 que foi um evento que no seu ponto de vista  deveria mostrar e agregar valor o que é design para as pessoas leigas, além de divulgar melhor o evento que teve pouca repercussão. Afirma ainda que o erro deste evento pelo seu porte e importância que traria a profissão acabou passando despercebido pelo grande público.  "Foi um erro nosso porque nem a curadora da mostra tinha formação em design". 

 A crítica fatídica  não  foi especialmente aos organizadores da Bienal -  mas acredita que a amostra não tinha uma essência de design, começando de sua sinalização que demonstra o que é design, porque chegaram naquele resultado, porquê aquele produto foi importante para o contexto histórico,  qual o real entendimento, conceito por trás de um produto de sucesso. Continuando afirmou que uma pessoa que foi a mostra não entendia o propósito da Bienal e portanto acabou de forma despercebida e irrisória - " Tinha um pote de margarina lá em exposição que me chocou, não tinha nada exemplificando o porquê aquela peça estava lá, parecia que alguém havia abandonado lá junto com as outras peças" - sua perplexidade estava no sentido de como foram exibidas as peças sem sua devida importância, sem o devido respeito e sobretudo sem exemplificar para o leigo que valor o design agregou aquele produto, aquela embalagem.  

"Por isso nós temos  que construir esse conceito". A Charneira  como tema: Fim do Mundo?  é desconstruir paradigmas para quebrar esteriótipos errôneos e quebrar tudo de antigo, dar um novo valor ao design para reconstruir o novo após o Fim do Mundo.

Gustavo Ravaglio diz que vê no design discussões que nunca mudaram como o design v.s. micreiros, ou mesmo a regulamentação do design, mas acredita muitas coisas antigas que não foram desmistificadas tem um problema de conceituação da profissão citando o livro de Deyan Sudjic em: A Linguagem das Coisas. "Ele fala que o design é arte, mas em todo o curso aprendemos que o design não é arte mas faz parte. Existe este conflito da nossa profissão que permeia o campo da arte e ao mesmo tempo negamos o que fazemos seja arte, afinal temos este conflito dentro da nossa própria formação".

Já Haroldo de Paula inicia afirmando que não vai mais se desculpar por que não ser da área de design, embora sempre seja convidado para as discussões sobre o assunto."Agora eu sei porquê eu não me formei em design de sobrancelhas... - ironiza,  com risos da platéia - ...porque eu sou um designer do pensamento" - completou. Agradeceu o convite pela sua participação neste evento em especial ao curso de Desenho Industrial da PUC-PR e ao Centro Acadêmico de Design e exemplificou que a sintonia entre os funcionários e professores do curso sem o qual não teria oportunidades de debater  sobre estes assuntos, além de citar  com orgulho que foi professor dois presentes a mesa de discussões e que disse que eles nunca foram alunos   da mediocridade.

A provocação da ideia e do Fim do Mundo é como um espécie em de um ser em extinção. Não estou preocupado com o fim do mundo o mundo já acabou varias vezes, o mundo dos conceito e idéias se renovam com o tempo, as pessoas que não se atualizam elas simplesmente estão fazendo um favor por não existirem. Os valores são aqueles nos quais nós partilhamos, ensinando uns aos outros aquilo, aquele modelo  que não presta mais. Isso  não é mais idéias de profetas até os hippies dos anos 60,  está acabando o mundo deste modelo mecanicista, cartesiano que podemos usufruir do mundo a bel-prazer. 

Haroldo de Paula, continua afirmando que quando um economista renomado fala que esse modelo é insustentável e falido ai que todo mundo leva a sério - "Os hippies já faziam isso, mas ninguém dá credibilidade alguém que se veste extravagante e ' fuma maconha' ".- ironizando com escárnio. 

Temos que ver o design numa perspectiva muito maior e abrangente. O design pode construir um novo modelo que não seja imposto pelo mercado. Entendo o medo que vocês: o quê fazer da carreira quando saem da universidade onde o cara consegue concluir um curso de bacharel sem ao menos os pais saberem no que se formou, isto quando até mesmo vocês não sabem no que se formaram ao certo.

O tema retrata dessa repercussão pessoal e coletiva, a intenção é tirar nossa dimensão subjetiva e particular que o modelo global nos impõem hoje  e fazer perceber que nós fazemos parte das coisa maior. No pós-modernismo estamos servindo a um minimalismo equivocado e não estamos percebendo que estamos construindo uma história coletiva, a partir dai salientamos que estamos envolvidos como sujeito histórico. " Perdemos a noção de construtores de história". - de Paula.

A EVOLUÇÃO

Nos estamos no passado como mentalidade, embora estamos avançados tecnologicamente, analisando a história houve ruptura que fizeram mudar o curso da história. Imaginemos a tecnologia de hoje associada ao isolamento criado por ela como o fone de ouvido, utilizam até este método como terapia de síndromes com a música. Peguemos a música de Vicente Celestino - Coração Materno, como exemplo, a música ouvida hoje tem outra mentalidade, pois a música representa a mentalidade do seu tempo, por isso ela não faz muito sentido para a nova geração, porque a música representa uma estética diferente que já acabou. Acabou aquele mundo.

Só vão mudar as coisas  se termos respeito com a história e além de discutirmos agirmos e deixarmos de ser vagão e passarmos a ser locomotiva. Todos estão deixando este modelo cartesiano e embarcando na filosofia do design como proposito de sua profissão, enquanto eles estão sendo a locomotiva que utilizam nossos princípios da metodologia que é própria de vocês eles estão sendo a locomotiva e vocês estão lá no final ainda como vagão. Quando passarem a ser locomotiva o mundo tudo se tornará novo,- " Eu ouvi dizer de um designer que ele vai abrir uma empresa, porque no trabalho atual ele está cansado de ouvir engenheiros dizer o que ele tem que fazer, e dizer que aquilo é impossível, e está cansado de desenhar roldaninhas". Ele falou para mim que vai abrir a empresa e contratar os engenheiros para trabalhar para ele e demonstrar que o impossível é possível - o fantástico de tudo é que ele deixou de estar num estado volátil  como um vagão e passou a ser a locomotiva.

SAINDO DO MUNDO

Já Cláudio Thiele acrescenta que devemos sair do mundinho do design com intrigas desnecessárias que o designer gráfico, não pode ir pra web, o da web para o produto e assim por diante. Não temos a coletividade uma união como profissão. Cita que Gustavo ? passou pela PUC-PR e teve essa dificuldade de de quebrar barreiras sendo que formado em produto acabou indo para o gráfico e consequentemente exigindo que enfrentasse e superasse esses obstáculos para seguir seu caminho como tomou essa decisão.

"Eu tentei aproveitar o máximo que a universidade me proporcionou ". - Complementa Gustavo.  Eu tive um estágio em uma empresa de games onde eu tive a liberdade de atuar nas mais variadas áreas e eu podia fazer de tudo. Eu acreditava que deveria sempre estar cercado de pessoas boas, profissionais renomados, para julgar a qualidade dos meus trabalhos.  Quando eu me formei  já não teria esse apoio, e não poderia mais errar. Algumas vezes pensei em largar a profissão de design. Tive que criar o antidoto para me livrar dessa saturação e me descobrir como profissional. Alguns são formatados pleo sistema, outros não. Afinal todos são criativos, todos os tombos você leva torna parte dessa história, o mais interessante  é perceber que seu desenvolvimento em uma função é simplesmente  puramente técnica e esquece que precisa de teoria como agregador ao seu conteúdo; você tem que ter a função teórica e a prática juntas para poder criticar o sistema e ver o que realmente está fazendo e desenvolvendo como profissional.

Gustavo Ravaglio ainda fala que as pessoas tem contato cada vez menos, isto é, menos contato pessoal e que o design é uma questão de propósito. Ele vê o design em tudo, e que estudando antropologia percebe que o design existe muito antes como profissão, o designer tem a  autoridade par a servir  e desenvolver para o outro. Tudo está inter-relacionado, porquê quando alguém é bom  é porque esse alguém sabe fazer ligação com várias coisas. "Para acontecer um ruptura tem que entender o que foi feito antes, não podemos ignorar o passado pois correremos o risco de voltar nele mesmo como algo dito: novo."

Deve-se ainda ir atrás de algum proposito como fez Luigi Colani, em qual menciona que participou de uma palestra feita por Colani ao Brasil trazido pela ABC Design. Ele tem formação em escultura e tem fez curso de aerodinâmica porque estava cansado de ouvir de engenheiros que aerodinamicamente isso era inviável. Seus projetos são todos orgânicos e aerodinâmicos quebrando as barreias impostas pela engenharia. Ele ainda contou que trabalhou muito para ganhar seu próprio dinheiro e conseguir abrir seu escritório de design, onde tem a liberdade de criar suas próprias criações sem limitações de outros campos do conhecimento.

O CONFLITO 

Cláudio Thiele, afirma que hoje existe uma briga ferramental de segregação entre os designers, onde cita que o CorelDRAW, Ilustrator e Adobe só pode ser utilizado por quem é de gráfico, assim como SolidWorks, Autocad, só por produto e Dreamwaver só por designer web, ao invés de de monopolizar um domínio ferramental mercadológico  temos que ter coletividade como uma profissão e que o qualifica como profissional é a sua referência, seu contexto seu repertório. Essa é uma briga trivial que não interessa a ninguém. Como disse o designer Jonh Hestett : " O design é uma característica  que define o que é ser humano, e isso coloca-o num nível muito além do trivial". O que o designer precisa fazer entender  é que essa mudança  não a apenas saber aprender a mexe no Illustrator  ou no flash, essa mudança deve ser na mentalidade.


Haroldo de Paula fala na perspectiva pessoal. " A primeira vez que eu ministrei uma aula foi para uma turma de Desenho Industrial". Foi uma experiência criativa que me afetou profundamente. A universidade e as aulas que temos na PUC-PR é  o quê me chamou atenção  é o perfil do aluno que ingressa na universidade. Eu penso em Desenho Industrial é Desenho Industrial, e não gosto do termo design. Design é um termo pejorativo  tudo é design.  O que caracteriza  que eu tenho do aluno quer fazer o curso de Desenho Industrial é eu estou diante da minha frente  alguém que quer fazer diferente, são o contraste de que eu tenho  em relação aos outros cursos.

Ele ainda comenta que observou um flerte profundo, perigoso e duvidoso da arte. Esse limite de tenuidade do que é arte e o que não é arte  que o design faz, é que deixa uma assombra a profissão. Esse flerte com a arte para Haroldo só é válido - incitando a presença do Fernando Bini para a discussão - que ela só é válida  quando ela é subversiva, assim como os movimentos de vanguardas na arte, incondicional a comercialização e mesmo não tendo consciência de sua real atuação é o curso que tem a maior  possibilidade de desmistificar  e criar a coragem para o desapontar para um novo modelo de sociedade que vivemos hoje.

O FUTURO

 "Não devemos apenas discutir, mas construir" - comenta Thiele. O mercado já esta passado da ideia e modelo cartesiano como comentou o Haroldo, está caindo em desuso. As pessoas estão usando o que o design deveria fazer como principio já desde sua formação. Estão tomando para si a nossa metodologia e ensino aplicado de forma rasa a outras áreas. "O Design Thinking é uma 'bosta"." - declarou indagando a dialética da questão. O que eles fazem é um modelo que usamos a muito tempo com um novo nome aplicado a administração, é o que Stive Jobs já fazia em criticar o pensamento cartesiano de engenheiros, por ser conhecido pelo comportamento temperamental e inquietoso diante das impossibilidades impostas pelo campo de engenharia.  Ele provocou a briga com os engenheiros e criou um novo modelo de negócios.

É o momento agirmos e cabe aos designers conciliar a uma união que se manifeste e fomente o controle da locomotiva sem deixar espaço para sermos vagões. 

QUESTIONAMENTOS 

Finalizando o debate da noite do dia 22/10/2012 foi feito apenas uma contra-argumentação:
Nossa geração não constrói além do modelo do consumismo. Imagine que nossa geração conseguiu derrubar uma ditadura na primavera árabe através de redes sociais. Como nossa geração e o design podem contribuir para a sociedade?

A tecnologia melhora nossa relação de comunicação e conforto, mas está se tornando uma sociedade insustentável - diz de Paula que afirma ainda que não foram as redes sociais que mobilizaram o povo a revoltar-se contra a ditadura de Bashar Assad, é isso que a mídia nos faz acreditar, como seu modelo de verdade incondicional O que nós produzimos é pobre. Nós exportamos alienações que são meios através da mecanização da globalização mercadológica que só pensa em internacionalizar o capital. A possibilidade de uma mudança eminente esta neste modelo mercadológico, o minimalismo que não é questionável, no qual temos dificuldade de consciência coletiva e politica para gerirmos nós mesmo que somos bestificado por uma sociedade onde priorizamos o sistema global de individualismo de opiniões, idéias, e não nos movemos mais como massas.engôdo é que a tecnologia está nos dominando.

Já para Gustavo, a questão é como usar a produtividade técnica - citando Walter Benjamin - é que não vemos algo atrás das coisas, que tudo que nos é imposto é dito como verdade, ninguém foi lá ver mostrar o lado dos militares sírios e todo o contexto que levou a esta situação. Não gosto da dicotomia entre o antigo e o novo isso tudo  é cíclico tudo faz parte e é reinterpretado de novo. Na antropologia no qual estou mestrando  eu trabalho com releituras de textos escritos a mais de 100 anos atras dando uma nova conotação um novo sentido completamente diferente ao estado atual. 

O design pode contribuir em construir com um novo modelo de pensamento 



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YUP DESIGN BRANDING - Fabiana Zimmermann



O segundo evento com a designer Fabiana Zimmermann começou com ela dizendo que este é um tema muito sugestivo, e ele faz parte da realidade do seu dia -a -dia. Como sobreviver? Falando um pouco sobre sua atuação com branding, em especial depois de formada comentou que lembrava deste período da Charneira e que gostava das palestras e grandes cases empresariais. Quando formou-se após um ano em meio fundou sua empresa  que hoje já tem 12 anos de mercado com suas sócias que eram colega de universidade, mas que com o tempo a empresa foi teve que mudar de nome e tiveram outros sócios.  No inicio já fazia alguns jobs freelancers, mas que a participação de um concurso no O Boticário fez com que conseguissem seu primeiro  job para a empresa com um contrato de um ano. " Tem coisas que eu gostaria de saber antes de ter ingressado com minha empresa".  - enfatiza Zimmermann. 

Como combater! Este é o título do seu enunciado evidenciando que de 2 anos para cá  o fim do mundo  vem devorando os mercados, mas que quando tem um problema levanta as hipótese e se antever ou minimizar os problemas é o minimo que se espera para sobreviver uma boa empresa.

O que fazer! É outro questionamento levantado se ao invés de ficar parado e esperar ver o que ocorrerá no futuro o melhor mesmo é correr atrás de novas oportunidade enquanto é tempo. Aconteça o que acontecer  temos que ir atrás como cita Gastaparetto: " Nosso conhecimento é o nosso espírito". Onde deveremos fazer algo para reverter o estado atual e se impor utilizando suas habilidades par recomeçarmos.

"Descubra qual é o seu potencial!" - aquilo que você se destaca mais. " Mire para fé e rema". O que mais gostou de produzir, o que tem mais a sua cara, o mercado é gigante e tem que só direcionar uma área que você se identifique e continuar atualizar-se continuamente. Esboce o objetivo profissional.

Existe a possibilidade e atirar  de atirar para tudo e qualquer lado, isso as vezes funciona,  mas tomará muito do seu tempo até achar um direcionamento, e facilitará sua carreira profissional. Diferente quando você está sem rumo. Embora que as vezes mudar de rumo pode lhe abrir outras oportunidades.

E se algum de você pensar em gostar de fazer branding ? Se acha interessante desenvolver identidade visual de projetos, representar coisas e pessoas, não perdendo a essência  e focando a realidade é preciso criar uma imagem mental  de tudo e qualquer diálogo para representar tudo e criar uma coerência, fortalecendo assa imagem e criando uma personalidade para a marca, fazendo a personificação de uma pessoa. Este ó foco do branding.

O Branding antes de partir para uma solução gráfica  ele constrói um conjunto de atributos e dissemina o que pretende transmitir. Na década de 60 os produtos eram todos num mesmo nível. Tudo era vendido em armazéns atrás do balcão sem nenhuma marca sem nenhum rótulo. Já na década de 80 começaram a surgir os supermercados e o conceito de segmentação de públicos, surgindo mais opções de marcas e meios de industrialização. Então o auge foi o conceito de estratificar os públicos na década de 90 e hoje vivemos a pulverização de marcas e produtos onde uma marca possui várias linhas com vários segmentos, as vezes confundindo a cabeça do consumidor. Para o consumidor vale as marcas mais representativas e expressivas nas gôndolas, e no ponto de venda. Essas marcas são diferenciadas porquê? É este o trabalho do branding.

A GESTÃO DE MARCAS

O branding  é um conjunto de processos interdisciplinares que se conectam e estabelecem a preferência pela marca conectando emoções e as percepções. Com a definição de Jaime Troiano - Consultoria de Marca descreve: " Em plenitude as marcas são um conjunto organizado e regem na mente do consumidor de um bem ou serviço seja mais do que simples diferenciação de seus compradores. Um conjunto de percepções e sentimentos faz com  que ele seja único, indispensável e capaz de satisfazerem." - Esse gerar valor sem restringir os aspecto emocionais de compra que o fazem em não pensar no seu preço, se é mais barato que outro produto, se ele é melhor, mais moderno ou não...

As marcas são capazes de levar  as pessoas ao seu estado aspiracional - isto é o que elas desejam ser, como as pessoas gostariam  de ser - assim como os funmacs pela Apple por exemplo.
As marcas tem o poder  de transferir e transfigurar o que eu quero ser, ou que eu gostaria de ser no seu aspiracional, não é atoa que bolsas falsificadas da Louis Viton são vendida aos montes. Todas querem ostentar um padrão de glamour e luxo que o produto proporciona.

O objetivo é estabelecer  conexões emocionais e as marcas pertencem aos seus consumidores - mudar uma marca consolidada é dar um tiro no pé - mais do que fidelidade a ela é a lealdade de seus seguidores.
Podemos definir  o processo de branding resumidamente em três etapas: 

POSICIONAMENTO - INCORPORAÇÃO - COMUNICAÇÃO

O Posicionamento  é o propósito desta marca? O que ela quer estabelecer e o propósito a principal razão para a empresa existir. Se sua empresa parasse de existir amanhã o que o mundo perderia? e porquê? Ela é a forma de como comunicaremos  com todas as partes da marca. Outras análises podem definir o DNA da marca onde é feita um diagnóstico para validar o conceito dela. A empresa nunca atingirá o público  se o público não desejar o tom e os arquétipos propostos pela marca, e a marca nunca conseguirá se comunicar com o mercado. O importante é saber definir o que a marca ela representa e o que ela não gostaria de representar. Esses atributos além dos Funcionais, Emocionais são todas as ações que envolvem a marca a permear as premissas do DNA do conceito da marca - " Tudo é um processo consciente.

Assim para consolidar a marca todos os pontos de contato são fundamentais. Explorar os cinco sentidos  é agregar valor a marca. A gestão de marca  está em tudo que envolve a marca, mostrando sua excelência. As ações de marketing são também ações promocionais da marca. As vezes é preciso fazer  um demming e extraindo  suas características  e criando uma marca englobada como a marca Paraná que desenvolvemos para a Secretária de Turismo do Estado do Paraná . Foi um projeto na década de 90 onde englobamos em regiões e trabalhamos por um ano e muitos materiais colhidos e muitas peças ganhamos prêmio da Ministério de Turismo concorrendo com mais de 90 projetos.

Quanto mais experiencia mais fácil de se posicionar no mercado. Passei vários anos limitados por uma falta de estratégia para abrir um negócio. Saber o que quer fazer já é um grande diferencial, mas não limite as oportunidades pois sempre existem novas situações, devemos sempre valorizar novos talentos.

"Acredite em Deus ou numa força superior".  Pois lá no fundo alguma coisa poderá mudar a qualquer hora.
Esta reflexão não é profissional mas é da vida. Em que uma hora as coisas deverão dar certo.












  












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